sabe quando a gente fica muito tempo sem se apaixonar e fala: aí, que saudade de amor? topo até a dor!! “socorro, não estou sentindo nada.” seus problemas acabaram. pode se apaixonar pela tulipa. ela é linda. linda linda linda e gostosa. mas se, se cê já tá apaixonado ♥, também pode ouvir que ela embala. sofrendo, mas já? ; )) pode ouvir que ela ajuda. e a voz? canta, tulipa.

“‘as vezes eu até pego uma estrada, e a cada belo horizooooooonte…”

gente, a ragga, revista mensal do jornal estado de minas, aquela que não tem preço <3, tá cheia de trabalho meu. a capa da edição de dezembro, que é sobre os estados unidos, é com o lucas mendes, do manhattan connection, e eu fui lá no estúdio do programa fotografá-lo. as fotos que ilustram a entrevista ÓTIMA que a sabrina abreu fez com ele também. e ah, tem ny lovers tambénhê! arruma uma procê!

pra quem num tá em minas, pode ver a edição toda aqui: http://www.ragga.com.br/digital/

tenho um orgulho TAO grande de ter trabalhado 5 anos da minha vida na Lápis Raro. olha esse projeto, olha esse projeto do belo em belo horizonte. que BELO, QUE BELO.

vai lá, clica, participa, compartilha. tamo lindo.

belohorizonte.lapisraro.com.br

beijos e parabéns a todos os envolvidos. um especial para minha juliana sampaio.

Belo Horizonte, 05 de dezembro de 2010.

Oi,

Cheguei no nosso país tem uns 4 dias. Vim ver a família, o Gui, encontrar meus amigos, participar das festas de final de ano, ver o meu gato e o meu cachorro, sentir calor, muito calor, falar muito português, só português, entender tudo o que todo mundo está falando o tempo todo em volta de mim. Vim descansar e vim trabalhar. Vim ver de fora e de dentro. E, claro, vim ver o mar. O nosso mar.

Tava com tanta saudade.

Vovó, quando me viu, disse: 182 dias de reza, minha neta.
E eu pude sentir cada segundo.

Peço desculpas, tanto tempo sem notícias. Meu último mês foi cansativo. Já estava frio, tudo parecia em camera lenta e doído. As aulas tinham acabado, o trabalho com meu professor ficou só para a primavera e ainda tinha um inverno todo pra passar. Tava trabalhando muito, e só por dinheiro. Todo mundo num movimento pra dentro, e eu pronta pro Carnaval.

Caí da escada, torci o pé, eu vivo entre a sorte e o azar, anota. E esse último tempo que eu me dediquei as fotos, essas fotos desse vazio, estão agora com essa pessoa que eu não sei quem é. É. Tenho vergonha de contar, mas roubaram meu computador no segundo dia de Brasil, você acredita? Levaram meus planos, meus pobres enganos, sobraram meus 20 anos e meu coração. Não sei se quero falar sobre isso. Ficou uma obra de arte sobre o vazio, tão vazia, que ela não existe mais.

Mas o apartamento e as possibilidades estão lá, me fazendo muito feliz, apesar desta imatura relação com o frio. Que dia você vai nos fazer uma visita?
Tem uma vida filme, mesmo, em viver em Nova York, acho que cê vai gostar. A gente tem vista e vizinhos que são verdadeiros personagens de seriado. Molho as plantas da vizinha do 20, que me deu aula de escultura por dois meses e me empresta a furadeira. Já fiquei sem chave e precisei entrar em casa pela escada de incêndio do 16, o rapaz do 17 bate na porta com garrafa de vinho e, se a gente toma banho demorado, chove no 18. Se você quiser, pode fazer aula de pintura por 100$ por mês na esquina mais perto de você. Ou de qualquer outra coisa, qualquer outra coisa.

Tem sempre alguém tocando uma música, alguém mucho már loco que a gente junto. Um metrô passando e a possibilidade de viver na cidade mais cosmopolita do mundo sem gastar nenhum tostão de transporte: andar de bicicleta abre sorrisos.

Queria ter te escrito mais, contando das coisas que acho bonitas, mas andava sem saber como traduzir tantos sentimentos. Andei longe do computador, medo de sentir muita saudade, desculpa, nem adiantou.

E sua  lista de planos para 2011? Já fez? Ondeutônela?

Vou ver o mar pra me alinhar. Prometo me esforçar mais, pra gente nunca (risos) se separar.

Pão sovado e doce de leite,

Elisa