do amor

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Como me vestir, como descer uma escada sem cair 36 vezes, como não perder continuamente o nosso dinheiro, como comer sem jogar o osso de galinha no teto, como reconhecer nossos inimigos (…). Gala, com a saliva pretificante de sua devoção fanática, conseguiu construir para mim uma concha para proteger a nudez vulnerável do ermitão que eu era, de modo que, em relação ao mundo exterior, eu assumia mais e mais a aparência de uma fortaleza, enquanto dentro de mim seguia amadurecendo na maciez, e na supermaciez. E no dia em que resolvi pintar relógios, eu os pintei macios.

Do diário de Salvador Dali. No livro “A vida da musas”.

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