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Não quero saber de IPM, quero saber de IP.
O M que se acrescentar não será militar,
será de Maravilha.
Estou abençoando a terra pela alegria do ipê.
Mesmo roxo, o ipê me transporta ao
círculo da alegria,
onde encontro, dadivoso, o ipê amarelo.
Este me dá as boas-vindas e apresenta:
– Aqui o ipê-rosa.
Mais adiante, seu irmão, o ipê-branco.
Entre os ipês de agosto que deveriam
ser de outubro
mas tiveram pena de nós e se anteciparam
para que o Rio não sofresse de desamor,
tumulto, inflação, mortes.

Sou um homem dissolvido na natureza.
Estou florescendo em todos os ipês.
Estou bêbado de cores de ipê,
estou alcançando
a mais alta copa do mais alto ipê do Corcovado.
Não me façam voltar ao chão,
Não me chamem, não me telefonem,
não me dêem dinheiro,
quero viver em bráctea, racemo,
panícula, umbela.
Este é tempo de ipê. Tempo de glória.

C.D.A
sempre por aqui.

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