dor carmim, da moça aí debaixo – caroline valansi.
de doê, caroline
<3

“No encontro com imagens descartadas, retratos sem origem, pessoas sem nome, fotos com rasgos, amassados e outros visíveis sinais do tempo foi criada esta série. Ela busca dar vida ao que já teve seu valor e foi esquecido e recriar as relações humanas, mesmo sendo estas criadas pela imaginação. A linha vermelha e agulha criam a ligação sangüínea entre os elementos, dando forma às diversas narrativas.
A partir delas, o trabalho evoluiu para novas superfícies, como pequenos panos bordados com frases, poemas de amor, e carimbos em forma do coração humano.”

Da artista Caroline Valansi, que vai ganhar o próximo post aqui também. Num güento.

Não sinto loucura no desejo de morder estrelas, mas ainda existe a terra. E porque a primeira verdade está na terra e no corpo. Se o brilho das estrelas dói em mim, se é possível essa comunicação distante, é que alguma coisa quase estrela tremula dentro de mim.

Clarice Lispector.

ah, gente, que saudade!
fui pro mar, sempre que posso, sempre que dá, meu olho corre pra ver a linha do horizonte, meu corpo só pensa em banho de água salgada, minha moleira só quer saber de sol ‘quarando’.

ia escrever de lá, mas meu esconderijo no mundo num tem asfalto, num entra carro, moto, nada de motor. não tem luz na rua, então tem o céu mais estrelado do mundo. tem rio, mangue e mar. e, pra chegar, tem que pegar avião, ônibus, balsa, taxi e canoa! então, quando a internet – a rádio – resolve parar de funcionar … … … hum … a gente fica na saudade.

caraíva, bahia, brasil.

voltamos <3 beijos,

Bailinho é uma feixxta badalada que começou no Rio, depois foi pra Sampas, Recife e Brasília. Inspira a piixta, né.

culpa

"

não vou
me perdoar

pelo que fiz


não vou
me arrepender

do que fiz


vou viver
com esta dor

a mais


como se
na mão tivesse

um


dedo a mais

quase impossível escolher só um poema do livro esquimó, do fabrício corsaletti. sério. já é favorito garantido de 2010. vê ele, o autor, recitando seu poema preferido do livro. um absurdo, viu. fico muito feliz de compartilhar.

arruma um procê.

imagens do weheartit


Porto, 22 de dezembro de 1979

Zézim,

cheguei hoje de tardezinha da praia, fiquei lá uns cinco dias, completamente só (ótimo!), e encontrei tUa carta. Esses dias que tô aqui, dez, e já parece um mês, não paro de pensar em você. Tou preocupado, Zézim, e quero te falar disso. Fica quietO e ouve, ou lê, você deve estar cheio de vibrações adeliopradianas e, portantO, todo atento aos pequenos mistérios. É carta longa, vai te preparando, porque eu já me preparei por aqui com uma xícara de chá Mu, almofada sob a bunda e um maço de Galaxy, a decisão pseudo-inteligente.

Seguinte, das poucas linhas da tUa carta, 12 frases terminam com ponto de interrogação. São, portanto, perguntas. Respondo a algumas. A solução, concordo, não está na temperança. Nunca esteve nem vai estar. Sempre achei que os dois tipos mais fascinantes de pessoas são as putas e os santos, e ambos são inteiramente destemperados, certo? Não há que abster-se: há que comer desse banquete. Zézim, ninguém te ensinará os caminhos. Ninguém me ensinará os caminhos. Ninguém nunca me ensinou caminho nenhum, nem a você, suspeito. Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos. Na verdade, não há caminhos. E lembrei duns versos dum poeta peruano (será Vallejo? não estou certo): “Caminante, no hay camino. Pero el camino se hace ai anda”.

Mais: já pensei, sim, se Deus pifar. (…)

Saudade de escrever cartas, como disse minha amiga Ju, quando me mandou esta do Caio Fernando de Abreu. Maravilhosa.

Continue lendo aqui.

sossega minha boca

me enche de luz

.

.

.

fotos do portifólio do fotógrafo Luis Sanchis.


18 de setembro, sábado

Ele é engraçado. Tem mania de pensar que eu sou fruta. Me descasca, me chupa, me come e sai levando consigo a casca.

do livro que dá título ao post, de Malluh Praxedes.

Ian Land e Caroline Hancox nunca se encontraram, mas juntos criaram o blog 114 miles. A cada semana, eles trocam fotos e postam assim, lado a lado: à esquerda as dele, à direita as dela. Algumas duplas de fotos mostram uma supersintonia. Adorei.

anna yausheva, em moscou.

dei risada das coisas do artista japonês ken kagami.

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